A época Natalícia sempre me deixou nostálgica mas este ano sinto-me especialmente pensativa.
O facto de estar a entrar na casa dos trinta preocupa-me. Começo a pensar na quantidade de coisas que gostaria de ter feito e não fiz, e na ânsia de as querer fazer, nas pessoas que conheci e que deixei de ver, as dúvidas, as opções, as atitudes.
Viver em Portugal também não está a ser fácil. Sente-se o pessimismo no ar. Na rua as pessoas andam cabisbaixas e tristes.
Há dias sentei-me numa praça e reparei nos semblantes pesados, ouvi uma e outra conversa que parecem cair sempre no mesmo “está difícil…não está fácil…onde é que isto vai parar?…”. Tenho um amigo (já tenho saudades dele) que diria "porque é que as pessoas dizem sempre "estou mais ou menos, ou vai-se indo?" .Deviam dizer "está tudo óptimo! Afinal não estou doente!".
Os debates políticos à volta das eleições presidenciais também não ajudam muito. Devia existir expectativa, mas, pelo contrário, as pessoas não esperam nada de especial de um novo presidente. “Gostámos deste”, diz-se.
Os candidatos não revelam nada de novo. Aqueles que sabemos que podem vir a ser eleitos são relíquias políticas com maus passados, e aqueles que algum dia foram bem vistos, hoje desiludem pela arrogância e pelo vazio de conteúdo dos seus discursos. Temas importantíssimos como a Constituição Europeia, ou grandes projectos como a Ota ou o TGV são rondados de forma ténue e sem seriedade e todos parecem ignorar as consequências.
Obviamente que eles sabem que não podem interferir em grande coisa, mas, no mínimo, podiam aproveitar a oportunidade para nos esclarecerem algumas dúvidas.
A forma como os candidatos “com mais hipóteses de ganhar” abordam os assuntos é no mínimo insultuosa. O que posso concluir de cada vez que ouço mais um debate ou observo as acções de campanha é que se continuam a tratar os portugueses como “povo extremamente ignorante”. Não se diz nada de jeito, as “gafes” são mais do que muitas, dizem-se e contradizem-se. Enfim!
Tenho os meus principios políticos e defendo as minhas opiniões mas não posso dizer linearmente que apoio esta ou aquela ideologia porque acredito que hoje em dia elas não existem, pelo menos nas bases clássicas. Por outro lado, acho que as condicionantes económicas europeias não nos permitem arriscar muito, e qualquer que seja a ideologia, as linhas a seguir não podem ser muito populares. Entendo a mecânica da Economia e percebo que não há muito por onde fugir e por isso prefiro “estudar” as pessoas e as suas equipas. No fundo tento perceber se têm "os tomates no sítio". Infelizmente, não encontro em nenhum destes candidatos alguém que me encha as medidas, mesmo sabendo que não se trata de governação na verdadeira e prática acepção da palavra. Parece que vou ter que “marrar” mais para decidir em quem vou votar.
Mas não é só o vazio político que me entristece. Ultimamente sinto que as pessoas estão cada vez mais distantes. Já não se dá valor às grandes conversas entre amigos, às discussões acesas, às picardias do futebol, aos serões a jogar às cartas… Oh! Como era bom “gazipar” às aulas e ficar a jogar sueca toda a tarde! Ou fugir às obrigações para ir espreitar os treinos às Antas…ver as pernas dos jogadores…
Cada vez é mais difícil reencontrar as pessoas, juntá-las. Cada um segue o seu caminho. Esquecemo-nos rapidamente do que fomos uns para os outros e dos bons momentos que passamos juntos… Que saudades!
Bem, ou serei eu a nostálgica…
O facto de estar a entrar na casa dos trinta preocupa-me. Começo a pensar na quantidade de coisas que gostaria de ter feito e não fiz, e na ânsia de as querer fazer, nas pessoas que conheci e que deixei de ver, as dúvidas, as opções, as atitudes.
Viver em Portugal também não está a ser fácil. Sente-se o pessimismo no ar. Na rua as pessoas andam cabisbaixas e tristes.
Há dias sentei-me numa praça e reparei nos semblantes pesados, ouvi uma e outra conversa que parecem cair sempre no mesmo “está difícil…não está fácil…onde é que isto vai parar?…”. Tenho um amigo (já tenho saudades dele) que diria "porque é que as pessoas dizem sempre "estou mais ou menos, ou vai-se indo?" .Deviam dizer "está tudo óptimo! Afinal não estou doente!".
Os debates políticos à volta das eleições presidenciais também não ajudam muito. Devia existir expectativa, mas, pelo contrário, as pessoas não esperam nada de especial de um novo presidente. “Gostámos deste”, diz-se.
Os candidatos não revelam nada de novo. Aqueles que sabemos que podem vir a ser eleitos são relíquias políticas com maus passados, e aqueles que algum dia foram bem vistos, hoje desiludem pela arrogância e pelo vazio de conteúdo dos seus discursos. Temas importantíssimos como a Constituição Europeia, ou grandes projectos como a Ota ou o TGV são rondados de forma ténue e sem seriedade e todos parecem ignorar as consequências.
Obviamente que eles sabem que não podem interferir em grande coisa, mas, no mínimo, podiam aproveitar a oportunidade para nos esclarecerem algumas dúvidas.
A forma como os candidatos “com mais hipóteses de ganhar” abordam os assuntos é no mínimo insultuosa. O que posso concluir de cada vez que ouço mais um debate ou observo as acções de campanha é que se continuam a tratar os portugueses como “povo extremamente ignorante”. Não se diz nada de jeito, as “gafes” são mais do que muitas, dizem-se e contradizem-se. Enfim!
Tenho os meus principios políticos e defendo as minhas opiniões mas não posso dizer linearmente que apoio esta ou aquela ideologia porque acredito que hoje em dia elas não existem, pelo menos nas bases clássicas. Por outro lado, acho que as condicionantes económicas europeias não nos permitem arriscar muito, e qualquer que seja a ideologia, as linhas a seguir não podem ser muito populares. Entendo a mecânica da Economia e percebo que não há muito por onde fugir e por isso prefiro “estudar” as pessoas e as suas equipas. No fundo tento perceber se têm "os tomates no sítio". Infelizmente, não encontro em nenhum destes candidatos alguém que me encha as medidas, mesmo sabendo que não se trata de governação na verdadeira e prática acepção da palavra. Parece que vou ter que “marrar” mais para decidir em quem vou votar.
Mas não é só o vazio político que me entristece. Ultimamente sinto que as pessoas estão cada vez mais distantes. Já não se dá valor às grandes conversas entre amigos, às discussões acesas, às picardias do futebol, aos serões a jogar às cartas… Oh! Como era bom “gazipar” às aulas e ficar a jogar sueca toda a tarde! Ou fugir às obrigações para ir espreitar os treinos às Antas…ver as pernas dos jogadores…
Cada vez é mais difícil reencontrar as pessoas, juntá-las. Cada um segue o seu caminho. Esquecemo-nos rapidamente do que fomos uns para os outros e dos bons momentos que passamos juntos… Que saudades!
Bem, ou serei eu a nostálgica…
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