19 de setembro de 2007

Mulher ao cubo

Tenho um problema. Não tenho um, tenho vários, mas este é o que me ocupa mais. Os dias passam, um atrás do outro, por etapas, por blocos de horas. Preciso de me concentrar. Não consigo. Poucas horas de sono, muito fumo, muito chocolate, pouca substância nutriente "et voilá" - enxaqueca! Da boa.
Hoje acho que estou desiludida, mas ainda não percebi muito bem porquê. Ou percebi, mas não interessa. Lá está, são os tais dias... Que nervos. Não, não estou grávida! Os enjoos são por causa da enxaqueca. Será que ninguém sabe o que é uma enxaqueca? Irrita-me. Náusea = gravidez???? Conheço muitas mulheres que nunca tiveram um único enjoo durante todos os santos 9 meses de gravidez, e conheço muita gente que tem náuseas sem nunca ter estado grávida. Deve ser vontade de me irritar. Juro, apetece-me dizer uma grande asneira! Mas contenho-me... Engulo, é o que é. Eu não sou assim, eu expludo, eu digo disparates, mas as enxaquecas deixam-me impotente, inerte... "Não, não estou grávida! Ainda não encontrei um pai à altura dos meus preciosos óvulos, que neste momento estão a sair aos pedaços e é por isso que me doi tanto a cabeça!" Deve ser isso, gosto tanto de mim mesma que acho que isto é um desperdício absurdo... Será o meu eu a gritar - "hei, mais um pró galheto?"
Devia estar em casa, a dormir, no meu quarto, bem escuro, no silêncio, com o meu gato a lamber os pêlos dos meus braços. Gosto dos mimos dele. Sabem bem. Aquele monte de pêlo branco amarelado mela-me, comove-me... Que estupidez de hiper-sensibilidade! Ser mulher é um fenómeno fantástico... Eu devo ser mulher ao cubo...

1 comentário:

andromeda disse...

Belo texto! Pois é... enxaqueca é obra! As melhoras. De qualquer forma não te tira a ironia...
Espero que, agora, o teu amigo felino te mime como mereces, ao cubo!