1 de setembro de 2007

Há sempre samba nas palavras

Regressei. Regressei maior, não só pelas consequências da gastronomia bahiana, ou pela bagagem, ou pelas 300 fotografias que tirei, mas, principalmente, pelo que trago na alma.
Não vou falar sobre Salvador, cidade grande, rica em cultura e paupérrima ao mesmo tempo, vou falar da gente, daquela que encontrei e que tive oportunidade de ouvir e sentir. As estórias são fantásticas, algumas bem sabemos, são a sua forma de sobrevivência, mas todas com encanto, com nostalgia, saudade e apesar de serem estórias duras, de vida que não é fácil, são sempre contadas com uma alegria contagiante. Não esquecerei a Teca Terereca, A Dona Marta, o Juvenal, o menino preto com olhos de mel e jeito de malandro que dizia "persistência é sobrevivência",

a festa de terça-feira no largo do Pelourinho, a missa na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, o cheiro a acarajé acabado de ser frito em azeite de dendê...

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