6 de novembro de 2006

Baú

Adoro guardar conversas. Acho que o faço como se de coisas preciosas se tratassem, por medo de não as voltar a ter e espreito-as de quando em vez, com nostalgia. Naqueles dias em que a vida faz questão de me contrariar, arejo as minhas conversas, ou nossas, e recupero o fôlego. Relembro o contexto, a envolvência, observo como tudo mudou para melhor e surpreendentemente como muitas coisas encaixam, aqui e ali, e como outras aconteceram, como que premonitóriamente...

Às vezes limpo o baú, deito fora o que já não interessa e arrumo cuidadosamente o que quero guardar, para não desalinhar os pormenores, os detalhes, o encanto...

1 comentário:

Maariah_r disse...

Eu adoro baús, exactamente pelas recordações que nos trazem.