Adoro guardar conversas. Acho que o faço como se de coisas preciosas se tratassem, por medo de não as voltar a ter e espreito-as de quando em vez, com nostalgia. Naqueles dias em que a vida faz questão de me contrariar, arejo as minhas conversas, ou nossas, e recupero o fôlego. Relembro o contexto, a envolvência, observo como tudo mudou para melhor e surpreendentemente como muitas coisas encaixam, aqui e ali, e como outras aconteceram, como que premonitóriamente...
Às vezes limpo o baú, deito fora o que já não interessa e arrumo cuidadosamente o que quero guardar, para não desalinhar os pormenores, os detalhes, o encanto...
Às vezes limpo o baú, deito fora o que já não interessa e arrumo cuidadosamente o que quero guardar, para não desalinhar os pormenores, os detalhes, o encanto...
1 comentário:
Eu adoro baús, exactamente pelas recordações que nos trazem.
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