Quem não se apavora ao imaginar um cenário de uma possível doença incurável? Disse "doença incurável", e friso porque é sobre estas que quero falar.
Todos os dias aparecem novos casos de pessoas doentes com os quais os médicos são obrigados a lidar. São pessoas muito diferentes, umas muito simples que pouco ou nada sabem sobre a sua doença, mas outras bem informadas ou com capacidade para se informarem. Os médicos têm que lidar com isso, têm que informar a família e o próprio doente sobre a verdadeira gravidade da situação e sobre os tratamentos a iniciar.
Na verdade, muitas vezes não o fazem, insistem em dar pequenas explicações, descoordenadas e muitas vezes contraditórias. Custa-me a entender porque não o fazem, por muito que tente e até encontre algumas justificações, todas elas se perdem quando me lembro de que tipo de casos estou a falar - “Doenças incuráveis!”.
A ética manda fazer tudo o que está ao alcance para se salvar uma vida. OK. A medicina está em constante evolução e a qualquer momento pode aparecer uma cura. OK. Mas não devia ser o doente a escolher o que quer fazer?
Este é o caso: “Doença incurável! Em 99% dos casos o doente não sobrevive!”
Entre saber isto e passar o resto dos dias fechado num quarto de hospital, em más condições, a receber tratamentos aterradores, sem ver a luz do dia, a sofrer horrores, a ver o corpo definhar
Todos os dias aparecem novos casos de pessoas doentes com os quais os médicos são obrigados a lidar. São pessoas muito diferentes, umas muito simples que pouco ou nada sabem sobre a sua doença, mas outras bem informadas ou com capacidade para se informarem. Os médicos têm que lidar com isso, têm que informar a família e o próprio doente sobre a verdadeira gravidade da situação e sobre os tratamentos a iniciar.
Na verdade, muitas vezes não o fazem, insistem em dar pequenas explicações, descoordenadas e muitas vezes contraditórias. Custa-me a entender porque não o fazem, por muito que tente e até encontre algumas justificações, todas elas se perdem quando me lembro de que tipo de casos estou a falar - “Doenças incuráveis!”.
A ética manda fazer tudo o que está ao alcance para se salvar uma vida. OK. A medicina está em constante evolução e a qualquer momento pode aparecer uma cura. OK. Mas não devia ser o doente a escolher o que quer fazer?
Este é o caso: “Doença incurável! Em 99% dos casos o doente não sobrevive!”
Entre saber isto e passar o resto dos dias fechado num quarto de hospital, em más condições, a receber tratamentos aterradores, sem ver a luz do dia, a sofrer horrores, a ver o corpo definhar
ou
Viver menos mas, tranquilamente, a aproveitar todos os raios de sol, a presença da família e dos amigos (que muitas vezes se afastam e eu até os entendo muito bem), o prazer de saborear um bom prato, um copo de vinho, o cheiro da chuva, o arrepio de uma brisa….
Esta é, sem dúvida, uma decisão muito difícil. É escolher entre a esperança e o fim. Mas é uma escolha, trata-se de LIBERDADE, e cada um devia ter a possibilidade de a fazer.
Para ti, que tenho saudades de te ver, porque estás trancado nessa luta há meses. Espero sinceramente que valha a pena!
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