1 de junho de 2006

Conversas Nocturnas [II]

Desta vez fazem-me recordar o melhor e mais intenso livro que já li. A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende.


-"Ficavas lá muito bem..."
-"Engraçado, sempre o achei o livro da minha vida..."



[Em adenda, o espírito do romance por Clara Ferreira Alves, no Expresso:

"Esteban Trueba, o patriarca, machista, autoritário e violador de donzelas iletradas, parece ser a personagem central, núcleo de uma espiral donde saem as vidas da sua mulher, dos seus filhos legítimos e bastardos, e dos seus netos. Contudo, são as mulheres, mulheres de nomes brancos, singulares, que marcam decisivamente o enredo e lhe prestam um inconfundível esplendor poético. (...) Se é um facto que esta saga familiar é saudada como um património literário hispano-americano (...) também é um facto que o livro é uma resposta transparente aos que julgam que o destino, naquelas terras, é forjado por mãoes de homens." ]

7 comentários:

Pedro disse...

"...também é um facto que o livro é uma resposta transparente aos que julgam que o destino, naquelas terras, é forjado por mãos de homens."
Não acho que seja bem isto. Nesta estória, como em muitas outras, o destino é de facto forjado por mãos de homens!
O que sucede é que essas mãos estão condicionadas (ou orientadas)por mulheres.
É a vida, tanto das pessoas e como dos pessoos...

Ana disse...

Concordo..."por trás de um grande (??) homem há sempre uma grande mulher!..."

Pedro disse...

Há!?

Havia!

Ana disse...

Porquê? Agora já não há?

Anónimo disse...

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