21 de maio de 2006

Código Da Vinci

Li o Código Da Vinci. Gostei. Naturalmente que sempre vi o romance como uma obra de ficção. Despertou-me alguma curiosidade para determinados assuntos o que me motivou no sentido de pesquisar e conhecer um pouco melhor os assuntos que envolve. Passei algumas horas com a obra e a Bíblia lado a lado, ou mesmo a observar obras de arte ou documentos históricos. Aliás, acho difícil perceber grande parte do enredo se não se explorar um pouco. Vale por isso.

Dan Brown conseguiu levantar a polémica transmitindo a ideia que Jesus foi casado com Maria Madalena e dessa união nasceu uma criança. Os descendentes sobrevivem até aos tempos de hoje e mantêm-se anonimos e protegidos pelo Priorado de Sião, uma antiga sociedade secreta que se encarregou de guardar o segredo. A história da Igreja acenta aqui na teoria do sagrado feminino... A ideia até que não seria má...

Eu leio para me distraír, e, na minha humilde opinião, achei o livro muito interessante. Custa-me a entender que uma obra de ficção cause tanto embaraço e que se procurem tantas incongruências históricas quando se está apenas a falar de ficção. Imaginem agora que os nuestros hermanos se lembravam de tomar o mesmo rumo relativamente ao romance do José Rodrigues dos Santos, O Codex 632!

Haverá razões para tanto burburinho? Será justificável desenterrar atitudes inquisidoras?

3 comentários:

Salustio disse...

"Custa-me a entender que uma obra de ficção cause tanto embaraço e que se procurem tantas incongruências históricas quando se está apenas a falar de ficção."

Explico-te este bocadinho com um excerto do prólogo do próprio livro:

"Fact: The Priory of Sion, a European secret society founded is 1099, is a real organization.

All descriptions of artwork, architecture, documents, and secret rituals in this novel are accurate."

Como vês, para o próprio autor, não se está a falar apenas de ficção. E daí não viria mal ao mundo se não fosse o pequeno pormenor de estas duas afirmações serem falsas.

Quanto a polémicas religiosas, não se pode esperar clareza de espírito e tolerância vinda de padres e ratos de sacristia.

Ana disse...

Quando me referia a "incongruências históricas" não negava que elas existem de facto. Eu própria, nas humildes pesquisas que fiz, descobri umas tantas. E neste campo devo salientar o excelente trabalho do "vizinho" Bernardo Motta que podemos encontrar neste site:http://bmotta.planetaclix.pt/index.html

E quando digo que valeu por isso, refiro-me precisamente ao facto de ter levantado interesse de pesquisa e estudo, ainda que meramente superficial.

Admito que o senhor Dan Brown exagerou na publicidade realista das suas teorias, o que se pode considerar normal já que a intensão é vender o livro(é uma boa táctica... semelhante ás Providências Cautelares).

Esta discussão teria pano para mangas... É como discutir futebol ou crenças religiosas...com amigos, ou seja, dificilmente se chega a conclusões, mas se quiseres podemos falar mais sobre o assunto. É sempre um prazer!

Anónimo disse...

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