31 de março de 2006

Violência gratuita

No meu último post tentei mostrar um vídeo com algumas trocas de mimos entre jogadores de futebol que, ao que parece, o YouTube não deixa ver. Ainda bem. Retiro agora o link.

O filme tem coisas feias, com algumas cenas bastante violentas mas nada comparado com a barbaridade que assisti à pouco na TVI.

Como não deve ser difícil de perceber eu adoro gatos. Tenho um e trato-o como se fosse um membro da família. Fico angustiada quando ele está doente e fico feliz por vê-lo brincar. É um gato, eu sei, apenas um animal, tudo bem, mas faz-me companhia e por incrível que pareça sente muito o que se passa à volta dele. Podia ficar horas a contar experiências, mas não é esse o meu propósito.

Há pouco, no Jornal Nacional, passou uma notícia no mínimo escabrosa. Um miúdo qualquer, certamente alguém seriamente perturbado, divertia-se (espero que seja passado) a atirar gatos das muralhas do Castelo de Montemor-o-Velho (salvo erro). Bastou ouvir a apresentação da notícia (???) para perceber que se tratava de algo verdadeiramente repugnante e chocante. Bastou e bastava. Mas não, mostraram a porcaria do filme, e mostraram novamente e voltaram a repetir, como se fosse um espectáculo digno de se ver... Não vi não! Fugi. Tapei os ouvidos e chorei.

Quem é mais doente?


Que fique bem claro que nem cheguei a ver as imagens. Alguém me contou depois o que aconteceu. E esta crítica serve para todo o tipo de sensacionalismo barato que vemos diariamente nas televisões.

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